sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A calmaria só é calmaria
se, antes e depois, for tempestade.

Nunca poderemos ser apenas crianças!

Malditos homens, com os olhos atados e as mãos cegas, acham que no dicionário está o significado
para as palavras.

Ah... quanta representação
Encene; Encene;

Ah... Esses que amam julgar e esquecem de todo o resto.

À toda aberração....
por mais que tentemos,
jamais conseguiremos disto fugir.

Sua vida não mais te pertence
e é assim que se vive,
pleno,
latente,
a ponto de explodir.
e não catando mesquinharias, colhendo o mero existir!
eu não existo!
É, talvez seja essa
a maior afirmação de vida...

ahh... quanta baboseira.

É bem mais do que um dia pude alcançar.
É bem menos o que não te angustia e te conforta.
precisamos saber o quão perdidos estamos
e disso faço meu sopro!

Mesmo com suas vaidades, ainda reluto por um vislumbrar de liberdade.
Profundamente é isso!
E
Meus prantos de solidão...

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Mas que toda multidão, com o peito vazio de saudade, um dia hão de escutar e perceber a si próprias:

cada rompimento e cada guilhotinar banhado em audácia.

Perceberemos que enfim domamos nosso próprio caminhar!
Não tenho mais pelo que pensar
nem pelo que sentir
e a agonia presente em cada sílaba
talvez alguma noite
te faça sorrir.

E entre essas sandices e incoerências
só posso dizer que talvez
nada tenha sobrado de mim.

E as montanhas que aqui se movem
nada trazem de novo
apenas o mesmo perdão
o mesmo jogo!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Conluio

Todo dia eram repetidas, ao vento retorcido e doloroso, as injúrias desta relação. Na busca quase eterna de novos lençóis se aguçou o enredo desta dança. De nós quase nada. Deste lugar em prol da liberdade mais um pouco de alteridade e empatia.


Não, não me queixo em ver pra além das sombras, tocando o desespero! Tocamos nossa própria canção, que em dias de chuva nos aparece sem refrão. Confiamos em nossa própria sorte.. confinada em nossa liberdade. ahh.. aí nos vem toda a desgraça beijando nossa ingratidão. Entre lamúrias entrega-se todo o porvir... sem titubear vemos a negação da vida! e esse alvoroço, pena da liberdade... cólica demente que nos mantém vivos! inquietude permanente que nos mantém vivos! angústia latente que nos mantém vivos!

Como se o quarto nos fosse o mundo. Nos trancaríamos ali. Ficariámos inertes no ar, como polvóra recém incendiada.

Não mintamos para nós mesmos.. tomemos em nossas mãos, nossa própria liberdade e toda a doença conjunta! Mas em coro saibamos que a partir de então conviverá conosco toda essa inquietude e angústia.

As razões são e serão, simplesmente, enterradas em algum jazido em distâncias não conhecidas. Não se espera complacência desse mundinho. Tudo isso é nosso! Estamos já nesse jazido... e sentimos o peso do cadáver em nossas costas!


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não nos contetemos com uma plateia muda e quieta...
não nos contetemos nem mesmo com uma plateia...
que se eliminem as plateias!
e os artistas!
as plateias estão cheias de mentirosos
e nos palcos estão os jocosos!
Amantes... eternos e infantis.
Assim como aí ou aqui
nos torneamos para algo mais
além de somente existir!

mas temos limites que ainda sequer existem!
ilimitado será quando se despedaçar essa plateia!
É um fardo esse coluio palco e plateia!

Tornemo-nos por fim artistas!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

mais uma poesia ?
não me venha com mais sentenças decoradas
e vidas enfeitadas.

ah...
a gente as vezes nem é.

dê mais um passo e veja a beleza indo toda embora!

ah...
a gente as vezes se retorce

de
pueril saudade...

Em instantes, cantando a lua: mais saudade.

sou uma beira, final de nenhum!

domingo, 23 de agosto de 2009

inoportuno.

Sem medo de escuro por entre as janelas tingidas de livre poesia. É possível o vento falar por si ? O crepúsculo na noite frígida e manhã gelada de sol. Não, não... impossível ser mais um temor, um lapso do acaso lancinante. Que se entregue agora verdades nunca ditas. Pedantismo demente. Asneiras provocantes,  enfim em paz. vidas não enxutas de tanta liberdade. Rebarba do in-destino! Lanço a consagração ao vento por mais um mísero clamor. Ranger os dentes em pleno complexo e desenvolvimento de tudo que um dia foi vida. mais ou menos  isso é tudo que nunca compreenderemos!

domingo, 16 de agosto de 2009

Quando se alcança a supremacia celeste o que acontece com a vida cá ? nunca se queixou de tantas revelações tão rápidas e ingratas?

ahhh quanta blasfêmia genérica.

Ninguém irá dormir com a nossa gentil sutileza, longínqua e aquosa. Nenhum princípio senil se guarda, mesmo que sendo o resto do que de nós alguma coisa foi. Acontecimentos que não acontecem são como fogo que congela; A espinha cervical das nuances retorcidas, encolhidas foram pouco a pouco perdidas.. simplesmente isso, esquecida por tudo que as ingratidões nos impuseram. Tanto para os dois lados... semi-convergidos ao lastimével destino da multidão intransitável e impiedosa. Temos que suprir necessidades involúveis e incansáveis de paixões infindáveis intra-receptiva, só pelo porvir. Como um manual transparente sem palavras ou dizeres está nosso simples, indócil, e selvagem coração! Os sonhos se não sonhados serão meras imagens abandonadas; os sonhos são fatos superficiais, pequenas miragens, obscuras e vivas... se nos aprofundarmos nos remeteremos ao seu famoso tudo.

O que a não-natureza nos diz disso tudo? incondicional veneno, deletérios do destino ! hehehe... astúcia vã, estórias de pescador!

espero longe, bem longe, da eternidade....perdoem os maltratos, mas  está ainda vazio e cru. Descoberto, aqui azul, as questões centrais de toda imundície. Descoberto, enfim pelo odor, os planos intrépidos do tempo dolorido e insano.às concatenações sem respostas prontas.a dificuldade,injustiça e medo consistem em não tirarmos proveito? é isso?Diluem-se agora as sombras em palavras ambíguas que sem interpetações possíveis, plausíveis se tornam tudo que almejamos. E assim está cometido o maior erro de todo mundo próprio nosso. Assim, estará entregue, logo, cada segredo de todo triste domingo. estamos nósin trigados, com algumacon fusão, sobre a natureza dair realidade ?o que esperamos todos esses dias ? o próximo dia?ah cansamos de esperar. o momento, por desavença da natureza, sempre se mostra inoportuno!por preguiça de nós mesmos.Ah precioso escapismo... só te entrego meu rancor, ódio enfurecido. sou agora o que sempre quis ser ontem; nunca serei ontem o que fui amanhã, mas talvez depois de amanhã adormeça sem perceber. E possa, entre os ritos, apenas adormecer. Que mente brilhante me perturba com confissões indolores? O que nos instiga para não continuar já deve ter perecido na ultima esquina fria e rígida de puro formalismo teórico. Ah pra que tantas palavras. pois que de tanta ladainha ? pelo que de tanta saudade? pra que se despedir da nossa mocidade?

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

As palavras são minhas?

Eu odiaria passar mais qualquer segundo ali
beba
insônia perigosa!

o que é esse quadro vazio a não ser destempero, paixão e clamor.

Essas letrinhas, palavras jocosas e retorcidas...
tristeza irmã da beleza prima da vaidade!

Quando repousa em vão
não contido é o apego
não tire conclusões precipitadas...
demência enclausurada, verdadeiro nunca irreal!

tudo que é nosso tomaremos pra nós agora em sempre,
sem dissidências ao tempo...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O que quer hoje o amanhã?

Eu posso até argumentar com astúcia as nuances da vida; do desaforo ou das peripécias niilistas, quase budistas. Poderia contemplar cada lago, cada ingratidão por esforço tentada. Posso jurar desesperos.
Ver o horror, nos parecendo um defunto enjaulado, diante de cada pláteia muda quieta
... a vida é uma platéia muda e quieta

É, hoje, eu vi o sol nascer e a manhã murchar
com o brilho se desfazer...
hoje eu vi a natureza se debater
contorcendo energia.
Vi o canto dos passáros espremerem no peito as dores da noite vivida.

Tudo se inspira
vida e reflexão
para além disso

a saudade que se esconde em cada trago.
O que essa manhã quer? O que essa noite almeja?


"e deitada naquela sala oblonga e vazia jaz a desgraça em tempero com toda a fumaça circundante... transitando, por entre, todas as vias"

sábado, 1 de agosto de 2009

As mesmas músicas ,
os mesmo velhos trapos sujos...
a idade não chega pelos ossos.

algumas pessoas são prisões
estrangulam se
pelos tormentos e ilusões.

Mas, saberei, que com seu encanto
,roda mágica,
de alegria mistério e sedução
não conteremos os risos
as lágrimas
e a coragem...

sim, antes de sair, ela percebe
essa necessidade
de engolir cada vestígio de vida
ultrapassando a distância
destituindo o tempo
não queremos nenhum reino
ou templo.

É a simplicidade não ferida...
desses corpos que clamam vida
que sintonia que sintonia!

"ai que notícia tosca.
dobre as pernas se ajeite menina
parece louca!" - Não sabem onde está guardado o que realmente é, e vale... ao dizer, esquecem! lembram do veneno, doce imaginação!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Estamos cá nós. É, esperando uma brecha do tempo, e da distância Negando os princípios escuros, dos lampejos e ruídos! A saudade agora se faz princípio. Mesmo buscando te conhecer, ou não, os segredos completos jamais se revelarão, ao todo e tudo... esse é o segredo do seu ser.. assim tão bom!

Te guardo além da lembrança... Admitindo que nós somos quem nos torna tudo que somos, enfim. Não aguardo sua calmaria... mas a sua tempestade íntima pra mim.

O que quero dizer, por vezes já disse naquele carinho-afago dificil de não te fazer !

(INCOMPLETO)

o que de nós restaria

desse cansaço admito o sopro
rompo o orgulho
lhe dou meu corpo...
e
se consagra
o astuto conforto
.

em batalhas dando o gérmen-grão
da natureza que nunca fora
outra coisa
que não fé...

grávidas não amamentam derrotas!

quando dermos

nossas glórias não alcançadas!
essa natureza se rasga!! ahhh se se rasga!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Mesmo que eu nao tivesse passado
não aguentaria ...
mesmo que eu nao tivesse futuro
me faria presente.
ao tudo.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

E conheci depois de tudo que conheci

Queremos ouvir o último estopim
nossos canhões e tamborins

e ver a última lagrima casta
ser erguida
eriçada
dentre os palácios gélidos
que em real são nossos
são nossos
e na transfiguração sagrada
humana
ver as nuvens
sóis e luas
em conluio
para o sopro
nosso
na comuna dos nós mesmos

há vida ; há vida

domingo, 5 de julho de 2009

VOU TE MANDAR PRA TONGA DA MIRONGA DO KABULETÊ...









...Eu saio da fossa xingando em nagô.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Enfim,
o julgamento sempre se precipitou. Em chuva ou alegrias, dos eflúvios perdidos...
o tempo, tormento maior, assenta-se em nossos ombros já retorcidos
o que tento pronunciar, as vezes sempre, precipitado!
errôneo. Ao passo
de cada passo.
E o desespero,
causador do passado. resplandece agora
com as culpas e as dores
eternizadas.
admito seu tom tristonho
admito seu fim do riso

alcançar a graça íntima

sábado, 27 de junho de 2009

é
era o silêncio
talvez nosso maior inimigo

assentado nesse crescimento
e dói!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Tomo-te o mundo por sua respiração ofegante... resquício de covardia !


você ainda transparece tamanha ousadia.
???

Monólogo dos pensamentos tristes...


aterrados,,, atterrorizzaddos!
fixação demente suja e vadia!

complacência do destino ! hahaha
do destino! guardo a saudade.
como se a doçura falasse por si... enfim...
atônito...
achei que mais demoraria, findar!

mostrou-se a irrealidade sã! das suas mentiras intelectualizadas!
ahhhh quanta bobagem...
o meu cantinho, mofo esverdeado, coração amarelo de tão desgastado !
ahhhh
volta-se à vida
volta-se à vida
por fim ?

Está sendo contruído agora
,diante dos olhos enfermos,
,com suor alheio,
nosso império de mentiras e sujeira

o poder do mistério vagabundo.

Como podemos aceitar o céu ? tão cruel!

Gostamos mais da suave ideia do chão...
mesmo se eu for embora agora, não encontrarei ninguem além dessas paredes úmidas de chuva.

PARE - I !

o que^ ? sem coragem
vergonha embebida em alcool. a garganta rasga todos os dilemas! engolem-se, tabus !
ritos manifestos em ínfimas passagens sem brechas !
vocÊ não consegue a realidade ?
vocÊ quer
seu mundo
por uma gota de covardia ?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Geração 00 (II)

Emil Nolde - Makenstilleben 1911

De um erro só, algum tarado-louco-são, talvez faça a mais sublime poesia
ou a mais mundana das vidas
o que temos para a vida poética?
nem os papeis e canetas..
Pras canções, nem mesmo os refrões!

Intrépido e colossal tapume!
O éden
, que não é jardim, fica bem longe daqui...
a uns quatro quilômetros se formos de metrô e
uns doze se formos abrindo cicatrizes já mortas nos pés.

Flores significam jardins? Corpos significam que maldade?
Significar! essa aventura de subverter.

Quando fossemos crianças-adultas
jurei aos nossos filhos que brigariamos com nossos pais.

Agora é o dente quem não fica no lugar acarretado, acorrentado.
Tão rebelde, talvez seja o tamanho da clausura, talvez o medo de escuro, talvez a vontade do obscuro, o mundo perdido por vocês... quando não for você, sou eu!
Como o assassinato na nova rua não te lembra todas as suas inquietudes ? jesus aqui não é cristo e nem um super star, é um transeunte apenas tentando atravessar a avenida...
Inseguro, ele geme... talvez por não conseguir nem viver nem morrer !

A seguradora de erros anônimos
ligou...
A cobrança sempre chega tarde em hoteis castigados na beira de estrada...
Nosso carro não tem freio nem volante...
O hotel é de madeira nobre, como um castelo sem torre.
A madereira faliu...
Os castelos estão no ar... sobre nossas cabeças
incessantes.
não quero sentir isso novamente...
onde estão os românticos agora ?

Somos todos pequenas criança mortas e esquecidas...
e mesmo quando desvendamos nossos mais íntimos segredos perdidos
Ninguém percebe...nos.
onde estão minhas habilidades infantis?

Absurdos itinerantes rompem o porvir...
quando em algum momento
beijando o passado:
Não quero ser lembrado nem pelo que sou, nem pelo que fiz!

Assim tateando essa claridade cega, papeando com as sombras de sua cabeça, brindando sozinhos... Encontramos-nos com o passado presente em nosso futuro.

Não sei como almejar mais nada... os percalços estão salvos!
O ódio e a inveja,
essas torrentes entrelaçadas, suadas... de tanta piedade.

Ao apressarmos as confissões
as perguntas se lançam
e aprendemos as não repostas...

jamais contaremos como as balas domam o céu !
Os picos e cumes, to cansado de apogeus, não nivelam ninguém por cima !

sábado, 24 de janeiro de 2009

Geração 00 (I)


Nós vivemos a década de 70 há 5 anos atrás, na nossa real juventude...
(poderiam ser os dias de algum santo que não nos abençoa.)
onde todos os nossos nobilíssimos instintos, recíprocos ou não, se encontravam aqui
em meu peito
ou ali em tua mão

mas nunca
, nunca como um beijo seco,
trancados.

Garrafadas gritam em nossa cabeça
alegre de todas as nossas não-breves desventuras...
ou das nossas loucuras, montanhescas, apenas, vividas.

Do penhasco havemos de nos consagrar
mais uma família grotesca ou outros rock stars.
havemos de fazer nossa vida decolar
ao fundo
ou ao abismo. Degolar...
Um Ideal... sem a mínima ideia, noção.
respeito ficou preso ao se dobrar a esquina, pura especulação.
.Seu joguinho santo.

Atitude monetária reversa
perante todo princípio caótico reinante!
Reinos, onde só existem príncipes e lordes,
e os cavalos, burros de cargas, despachando o trabalho para as suas próprias costas.

Com nossas almas ou sem
mesmo com nossos falecidos ossos
ou somente com nossa podre carne
havemos de tocar na última corda celestial
o acorde final
que nos tornará imortal.

Embora durmissemos no chão,
A falsidade alheia ainda se perpetuava no dia e na rua dos sonhos perdidos e achados...
,mas nunca nos importamos
com tamanha ingratidão! (rs)
O chão é perto de tudo que nós meros humanos-deuses somos.

Além de não achar, onde quer que você procure, a amizade em vão
mesmo que seja num esgoto ou no inferno mais próximo.
A vida, quando vivida, é verdadeira e nos torna tudo que não queremos ser ao tentarmos ser algo.

Mas... diante dessa amargura
diante dessa inverdade..
nossas solidões voltam
e nos encontramos perdidos em cada abismo
que nos cabe.
e finalmente, somos o que queremos, apenas, ser.


Geração 00 (Introdução)


Tosse maldita dos catarros dessa alma frígida...tísico.

As nanos formigas tomam todos os minúsculos buracos da parede... és uma parede viva agora.
matei-a antes de acordar.. com as incertezas escuras de tanta raiva.
Amor é o princípio do infortúnio, CLICHÊ, deveras necessário... se eu controlasse o tempo, se eu manipulasse seus perfumes.

Se for como sempre fora,
daqui a instantes a alegria irá chorar...

Sabes ?
Criei uma certa resistência à diversão
devido aos anticorpos esquecidos.
Sua mão também não nos salvaria dessa atitude pensada? Não podemos estar roucos apenas por gritar?
Mentira é uma verdade que dói. A veracidade não é tão amiga, assim, da solidão... nem os cantos, entre ouvidos, que você não fez...
e todos os outros ritmos se tornam amenos, depressão do nunca nem vimos.

Nunca olhe diretamente pro sol, ou seus olhos irão derreter... e seu cérebro ficará como um urso numa calota polar.

O que estamos tentando todos ser? eles esperam a morte como uma surpresa não agradável.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Desculpas, obrigados e fim.

Woman and Dead Child, Käthe Kollwitz

Leia escutando: Fuck Forever - Babyshambles


Hecatombe real
lateja entre todos os corpos invisíveis.

todo corpo é descartável, não ?

quem já te viu tudo
pode se dar pra trás
ou fugir
com Baudelaire
manchar a pintura de modigliani.
ou quebrar a fonte de duchamp.
é um lugar, Dali onde o tempo se derrete.
e finda enfim...

Desculpas e obrigados III

Käthe Kollwitz

Leia escutando: Death on the stairs - The libertines


Você não precisa me dizer o que quero ouvir!
nem mesmo ingerir o que não quero.
cada letra dói demais
para não ser expurgada
à toda cólera.. ! à tpdps os embalos?

Gérmen,
colorido
requentado naquele colo seco
de alguma triste flor, caso ainda exista.
Ressecado pelo verão úmido
como o mar salgado.
É assim que se ganha algo ?

Perdendo um bocado do calor.. né ? entregue agora o último resquício de vitória morta... o que usar ou fazer entre a vida e a derrota ?
Pular do precipício?, ele não liga pra você... e nem vai saber.
Nem vai se importar com suas costelas quebradas e espinhas expostas...
Só quererá, vasculhará assim, sua culpas e desculpas ,
relíquias quebradas,
falsas ou não... quem sabe o que posso dizer ou achar ? do morto, da morte
O tempo que foi não vai... e tu continuará aí... dançando com os mortos.

O garoto ainda olha espantado as vitaminas que tem que tomar... ainda encara esses pequenos comprimidos como veneno e nem precisa de ajuda d'água
A secura o mantém mais uns segundos vivo.

Ninguém jamais saberá, quem ?

Leia um livro se quiseres a não resposta pra algumas não dúvidas!
GRITE bem alto até suas pregas vocais se retorcerem todas, uma a uma, e você intimar seu corpo a participar:
da dança
da festa
do Êxtase...
frenesi demente!

Inquieto era como todos em mim se encontravam antes da desgraça com pernas aparecer e me tomar todos os meus cadeados... tão robustos, até que eu me sentia, seguro!

É divertido, congelar cada átomo, resfriar cada pensamento até que teus lábios fiquem duros para não falar! ou os dedos contrariados, amarrados sem confissões.

Pareceremos famintos aos primeiros olhares, sem a primazia da imperfeição os senhores e senhoras, por assim dizer, nunca entenderão alguma coisa sobre nossas mentiras.

Finalmente, a sobre-vida "beatnik" ...
A áurea está tomada de mistério
, talvez seja a água (transparente?), guardado pra nos fazermos felizes
aos poucos
libertar; libertinar
por aí,
e ao pegarmos a estrada a dádiva virá, não virá ?

Estamos todos tomados, domados não,
vamos cair pra cima bem devagar e quando verem já teremos asas ao contrário...
não é bonito, é ?

Uma coragem para cada dia da semana!

Desculpas e obrigados II

Death and Woman, Käthe Kollwitz -1910

Leia escutando: Hurt - Johnny Cash

Não quero ir à faculdade,

quero ir ver o sol!

desbravar a lua!

quero o segredo de todas as não coisas

à alucinação póstuma, vida !


Não tenho tido muito orgulho de mim, nem serão mais uns bocados de pessimistas dizeres que ressuscitarão esta indolência, sacrilégio guardado. Não será nem serão nada, agora, juro.

As palavras, letras retorcidas, me odeiam.
E como me torno isso?
Essa amenidade depressora e entediante... Com essas colunas de histórias passadas.

Nostalgia é uma vergonha que sinto de mim mesmo agora, e do que não sabia antigamente. Esse descompasso agonizante, fruto dessa estranheza medíocre e desse ciúme comedido aparentando

bonito,

só de destemperanças vive o homem?

Mesmo que sem a sua inútil permissão...
Com a omissão o real talvez torne-se verdadeiro.
E todos esses nossos sentimentos, de poetas ou não, sofrem essas retaliações do tempo ou da natureza do espírito.

Os pedaços podres e sedentos caem todos com essa falta de “infinitude”. A supressão do tempo e dessas horas absurdas se faz, aqui, legitimamente necessárias e fecundas.

Não sei que cabeça guilhotinar, nem sei mais o que sorver.
As almas brandas se perdem dentre tantas tentativas de religião mas a única desgraça que existe, o único deus que te abençoa é essa amargura ensanguentada que carregas no peito, carneficina presente para todos os ausentes.

Mesmo bordado, ninguém olha nessa direção... nem borrado chama-lhe: Atenção...
Talvez se nos dependurássemos
no seio de ave maria
e lhe chupassemos a ultima gota de leite
jáqueijo
o capeta nos abençoaria
e em vão, acordemos... para a coroação da não nobre morte ou ressureição, só queria mais alguns instantes entre

nossas verdades e nossas mentiras.

minha verdade e nossa mentira
sua verdade e minha mentira
minha verdade e sua mentira
sua verdade e nossa mentira

só nossas verdades são nossas mentiras.

o parto também é um meio de suicídio, não ?
com quantas células se faz um coração ?
a reflexão é inimiga da razão ou não ?
e a nossa loucura, a noite existe então ?
vão em ?
cá!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Desculpas e obrigados I



Leia escutando
: santa chuva - marcelo camelo

O tempo é morte, descoberto agora o pois dessa ternura senil jamais me agradar. Incompreensível porém são estes ignorantes dilemas inconfessáveis.

Enquanto estive em paris não o vi o vendaval em mim... risonho-triste-mudo, contemplando vazio esse mar de imundícies.
Beligerante e conivente com esse temporal, tempo que passa, à frente.

Quando repousa em vão, morre... Mal acostumado à solidão, sofre.

Não contido é o apego. Essa demência que me enclausura, deste ou daquele lado, pior em brasa.

As palavras nem são mais minhas... distantes. distância ? enfim...risonho-triste-mudo
Não encontro mais aquelas velhas fossas fecundas onde, em silêncio, faz brotar algo inconcreto do que colher, mesmo que impuro. Me deparo, angustiadamente, com a doença certeza renitente em me fazer o que nem sei o que sou.

Cada alma pertinente
Cada dor vertigem
Cada coração
com seus sublimes paradoxos inalienáveis... Guardo, ainda, a centelha não exposta, as palavras em eterno litígio torto contra mim.

Mar queimado, longínqua saudade do que não vivi. Esse céu estrelado de ontem, outrora rendição, nada me diz. Deixo-te, causticamente para mim, voar.

Arrancaram, um a um, os dentes do meu sorriso. Entupiram, veia por veia, meu coração. Dilaceraram, facada a facada, meu peito. Zuniram, pouco a pouco, meus sentimentos. Trancaram, cadeado por cadeado, minha vida.
E
Nem aqui me encontro mais. O socorro se atolou nas resoluções perfeccionistas da minha mente e não chegou. A ingratidão agora se faz severa, e talvez, eterna.

A coroação dos meus medos, por problemas médicos, fora adiada e minha coroa derretida. MAs nem mais o líquido me tem, nem o resto tenho, nem o cheiro do gosto posso tentar ousar em sentir.

Em vão, a voz suplicante repica em meus pulmões. Flácida é essa alma podre de sentimentos esquecidos.

Difícil é acordar de dia com um tiro no crânio farto em não ser. Ergo-te.
As pequenas indagações precisas cansadas em buscar, culpadas ou não, são todas minhas. Um dia ruim não é só um dia ruim, quiçá, uma salutar aflição. A mesma que me deixa não entender o 2+2= 4
E no frescor dos seus anos e da sua mocidade, não possuir é uma dádiva do seu simples viver.
E nos recantos guardados, e nos livros abertos, e nas feridas cicatrizadas, e nos olhos transbordantes de lágrimas, e no pulsar itinerante,
ainda gemem essa castidade.

Morro sem saber que aquelas nuvens todas cinzentas jamais cessarão.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

um nome é apenas um nome. e uma vida ?

http://www.banksy.co.uk

Mamãe, não quero aqui... Onde o vento quente brota do metal à queimar minha cara. Não quero comer ouro nem vida alheia. Os rios estão imundos. E as margens, as margens sucumbem, ardem doenças e os campos ainda encobertos de lama. As construções citadinas são órfãs de vida. Oriundas do nosso suor eterno, trabalho-amo. Por mesquinharia pulsante ele propaga essa energia para lá ou cá, quem mais pagar!. E onde havia gente

Pessoa; mente

Espírito

Agora há

Desgraça

Máquinas ; fuzis ; relógios bombas e ingratidão

Nem chão há

Nem um leve suspiro de vida.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

..............!!!.............

“Já falamos tanto e tanto e tu nada compreendestes, pobre pessoa, e rica conta bancária. Não se trata de um crime e sim de uma dádiva. Perante a capital suspendê-lo-emos em um alto poste. Para enfim lavarmos as mãos; Sacrificá-lo-emos no meio da praça entre os secos murmúrios da multidão... e assim alcançaremos nosso efêmero encanto, perdido em nossos vagos sonhos. Tu, pobre demente, és apenas a sombra da morte.”

À palestina...

à esse lenço preto e branco
À essas pedras devidamentes endereçadas
à essa soberania arracanda

minhas desculpas, por nao estar aí
sofrendo na pele
esse fogo
essa bala eternamente perfurante
desses canhões de suprema ignorÂncia

por não ter a coragem
de ir aí simplesmente lutar
isso me mata

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Conto Bacante II

Em tragadas cansadas e corpos quase parados. Escuto além de mim, apenas uma tempestuosa cachoeira em breves gritos. E no silêncio ardido, nossos absurdos procuram abrigo enquanto a fuga nos trás algum lugar... Perto ou longe. Tranqüilizantes escondidos fulguram em aliviados olhares. Ao entardecer trépido, nos vem ocasionais insolências. Gravetos perpetuados no chão pela pureza de vossas almas: me ouçam, silenciem infindas palavras.

Abandonado em sonhos. Vida penada. Ó vida penada, engula o breve tempo de imundas palavras.

Ao morrer nasço faminto. Por romper de breves verdades humanas perpetuadas em dor, me exalte em solidão. Necessidade humana interrompida me guie para além da sombra da paz...Borda do caos. Em êxtase nascido da primavera. Engulo o dia da morte... Minha ou de outrem.

Em alívio estamos todos mortos. Feneceremos no abismo celestial. Veja a chuva dos meus pedaços... Ao brilhar.

Libertino Deus de mim... Cala-se ao despertar da lucidez.

Sobre as flores e o desabrochar


Lírios não florescem

Ao amanhecer.

Masquemos todo o opiário.

Canto funesto...

Sedentos de

Declínio tempestuoso...

Entreguemos sangrentas

Alusões.


Por desprezo


Tomemos vida


Amarelada como mijo


Gritos selvagens

etéreos.

Não me deixam dormir.

Não quero dormir.


Ao anoitecer:

Meus olhos sangram

Minha ultima lágrima de vida

Meu choro mudo

Meu pequeno lírio

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Amigos...

não sei mais em que pensar.

soluço e choro em não sentir

nossos corpos calados

e destroçados em nossas mentes.

o espírito livre se mantém,

se existe, se lança ao infinito.

se lança ao findar..

omiti o ideal...

lembra das garotos correndo..

lembra-se das madrugadas chamando-nos de amigo.

lembra da brevidade e da nossa eterna falta de sobriedade..

lembra se...

das lágrimas sangrentas

que todo esse mundo são me fez jorrar

sobre seu lindo rosto

sobre seu lindo rosto

e nunca o limpamos

nosso pouco morreu com nossos corpos

podres de solidão

amargando vida...

nossos espíritos livres relutam ao fim

e pelo findar

e tudo acabará na fuga

como sempre fizemos

teremos as endorfinas um do outro

em sacos sujos de mesquinharias alheias.


tomaremos o controle antes de percebermos

que estamos muito longe de nossas mentes...

Quando morrermos...

Reino para o delírio

Assim...

E Quando morrer

Espero que seja assim...

de frio

com ninguém.

Como nasci

Em meio a sangue quente

E dor

Um pouco de lagrimas

E suor

Escorrendo

Entre

O doce parto do suicídio

E o gosto desse ofegante ar

Entrando suavemente e furando

Meus nobres pulmões

Fadados... ao cansaço.

Escorrendo, vagarosamente

Garganta abaixo

Minha única e breve

Alegria

Em silencio

E já sendo destruído

Pelo que precisei a vida toda.

Talvez tonto pela lucidez.

Enquanto entorno ebriedade

Libertina

Chorando à luz

Breve escuridão chegará.

Acabará como começou

Abismo... ao fundo

E o

apogeu

Do coração vazio

será o fim,

De mim... espero...


" Safado... essa foi quase, ainda bem que está tudo bem... fiquei mal, bem mal. quando morrer o primeiro, FUDEU Vamos brincar! EXISTE ALGUEM MAIS HEDONISTA QUE VOCÊ ? HAHA todos nós ! AMO VOCÊS ! "

domingo, 4 de janeiro de 2009

À ela.

Bem condizente
com o que sinto...
o gosto, o sonho
tudo.

Toda essa áurea mágica
os sinos cantando
repicando
o nosso lar...

Tu! com suas aspirações, feições verdes,
que brilham ao luar
me encanta
permaneço ébrio
sem ter bebido
ao olhar, doce
sereno...

jamais te quero magoar
tu és única
a casta,
pura,
Minha ...........,
da efêmera inocência, linda e celestial,
sabendo ainda o que pode provocar...!
te quero,,,,,, mas nunca te machcar
Seus risos bobos, alegres...
a pureza da felicidade que sempre sonhei...
tu pegou e me retorceu o amor
me mostrando o que é ser amado
vem ver!

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teu gosto

nosso sonho

entornado

como chuva de beijos

em mim

só à você

e ao vento

é que eu entrego meu pensamento

e sentimento

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Errar é desumano!

E agora?
que os sonhos estão, assim,
aqui e ali expostos...

derramados no céu das incertezas... medos
deitados em histórias, que tu errou, vividas ou não-vividas no passado!

esse sonho maior... segredo letárgico
incubido de me fazer crer no que posso um dia ser.
não, não sei! sei lá !
...queima: a derrota do meu (afeto loucura amor carinho sabor estima) perante os erros
que se farão um dia pisoteados.

E agora ?
que expus agora até o porvir!
quando clamo eu por você !

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Linguagem sentimental direta ( coisa que eu odeio)!

Ali...
defronte daqueles absurdos
ou esses...

todos estão esperando pra nascer...
talvez seja só vocÊ...

e eu já desisti de morrer...
eles esquecem o que é viver...

Quero você...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Conto bacante I

Quando o beijo silenciou o grito, percebemos as garrafas de insanidade derramadas.

Flores aliviadas respiravam o ar puro, gritavam por mais exaltação.

Libertação apaixonada.

Nos entregávamos além de nossas epidermes suadas. Limpava meu rosto.

Fervor ardente.

Vagarosamente, entregava a calma. Corpos entregavam palavras em calados sussurros... Corpos gritantes silenciavam a breve lucidez.

A sobriedade dói. Comentário latente. No apogeu está repleto de mentirosos. Nos olhos tristes, a dor de noites brandas sem dormir. A sonolência da assombração.

A cidade dormia enquanto nos beijávamos. Éramos nós e bem longe dali. O teto caía, nos mostrava um céu puro. Toquei a mais bela estrela de longos sonhos, já esquecidos, faz um tempo. Lençol adormecido... Esquecido, apenas cobria as duas efêmeras vidas. Aquecia-me em abraços de lamentos. Beijos de solidão. Queimaduras de sol nos acordavam. Corpos gritantes agora não se olhavam.

A sobriedade dói. Entorne essa insanidade... Derrame essa vida para... Entupir veias e o coração murmurar em eterna bênção. Fugir pela boca entreaberta deitada no chão. Jorrando o restante do fundo ácido da absorção. Maltratados em dias escuros de noites longas. Cantando a própria dor em solidão gelada.

Cidade acordada para nos queimar. Vão engolir nossas cinzas depois de rezarem. Água caindo, cachoeira ébria... me conte sobre ela. E no fim. Já próximo, ela mastigou o resto já podre de mim. Em confissões ébrias lhe peço: Clareie esses tempos de escuridão.

domingo, 21 de dezembro de 2008

La vie bohéme...

Às vezes fugimos,

Não é triste.

Sinto me culpado... Pelos meus olhos.

A realidade me é tão mesquinha.

E a chuva que cai não se culpa.

Meu ideal simples morreu nos braços...

De algum triste amigo.

Afastados entre selvas e selvagens...

Mortos em sangue...

O corpo sem vísceras...

A alma ébria...

Dançamos...

Vou pra rua

E morro a cada beijo.

Canto desperdiçado entre secas paredes pesadas.

O céu está próximo, desse chão imundo.

Caindo ainda me lembro,

Dos efêmeros amigos,

Das noites cálidas...

E eu que te ensinei a morrer na realidade.

Agora fujo entre garrafadas.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

tormento saudosista

sim, queria ir aí te ver de novo... tanto, você, novidade tão estimada e fresca como aquela bruma da manhã, quanto, você, que a experiencia a almeja fere e transborda vicissitude saudável. e deste modo assim posto entretanto como, por vez de algum jeito conquanto embora enquanto posto a verdade não sei o que quero nem o que digo mas a verdade reluta "por a" sublimação . acho, que nasci para a saudade e desespero, germe das ignorâncias refletidas em mim... aquela chuva quem sabe ser ou não falsa burla fria... e hoje com o sol nos rindo, rimos de dor... cor ou por, vai desgraça vai ! sim, queria ir aí te ver de novo...
minha garotinha,
com sua pureza e inocência
capaz ainda de saber
os encantos tortos
que provocas...
rejuvenesça essa pobre alma desvairada...
errada...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Aforismo...

Sonhamos cansados disso tudo... exaustos em pleno dilúvio jovial, vital...

Sonhemos

Quando falamos em poucas palavras...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

AOs zapatistas... A insurreição será a glória desta impiedade !

Maluquez ambulante, peça aos transeuntes o seu nome.
Não diga asneiras, vá ao encontro.
Suas vísceras destituídas sobrevivem por si só, e isso tornou-se o ser; e o além ser, o porvir.

A aparência seu eterno rival, talvez o medo.
O pessimismo reinante não o toma. Averiguando a verdade o vemos tomar-lhe de assalto o trono sentimental...

Longe das metáforas civilizatórias, bem distante da calmaria caótica, ele desliza, não querendo, surge eriçado.. Rei de si próprio, comum a todos nós mesquinhos e ínfimos. é... ele não existe, se existisse já estaria agora sepultado.

Ginga a inquietude, abraça o impossível. Vai à floresta ver vida... geme natureza celestial e ébria.
Entorna suga
ousa
ouça... as interpretações dos destinos, que nos disseram ser mais de um, tão forte e simpático quanto um muro ou pilastras.
YA BASTA!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

CRI me !

Tudo o que eu tinha, em mim guardava-se. Furtado, se foi sanidade, por mim. Estou saciado de vida... Retardo... Peço o além. Não espero por mim. Não brilho ao sol, com todo seu resplendor, abraçando-me. Nem a chuva me molha mais. Estou deitado em um mar de rosas espinhentas, e triste permaneço.

Mas que bela tristeza. Mente vazia já adormecida. Te via nos meus sonhos, acordado. Insana bruma me toma confortando-me, pelo contorno das efêmeras folhas daquele ser que logo cairão, talvez sobre mim.

Não pinto mais o encanto do desencantado. Não consigo escrevinhar verso algum. Sonhos que estava eu a sonhar em desencanto, criminosos, me fizeram torná-los.

Agora, arrancar-me de mim, eles querem. Esconder-me-ei no último vagão da solidão. Dos descabelados céus, encobertos por prosas e poesias imundas, mundanas. Talvez não alce teu vôo, pois voar não hei de precisar.

Não necessito da sua sanidade e brilho. Sorrio eu ao fenecer.

Porém...

Um doce abraço, confortante e magno deveria ser e um beijo clamoroso de loucura latente que ao ser, discreto, crime torna-se.

E vim a vagar novamente. Meramente isso. Vagar...

Nem pintar, nem escrevinhar...

Apenas

Borrar os céus, pois nosso torto e breve vôo enseja nosso apogeu e crepúsculo. E vagarosamente...

Crime tornei-me.

co mo ?

Queime quando quiser
o espírito seco
a rosa arrancada
sob espinhos sorridentes.

e em breve nosso tempo
será em vão
como cometas que não caem
a desgraça ainda estará no ar.

e o vento perpétuo
empurra
o embargo
à montanha
não sei como ser
o que já sou.

lembre-se
que temos que saber como morrer
para, enfim,
cantarmos
sós
desbravando o imenso
repleto...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Amo...

À segunda....

Não vou lhe contar meu segredo
criatura,
crua e nua
que pelo seu não gostar
todas as almas se rasgam...
entregam; desvairadas.

E tu nestas posições oblíquas
do medo e
receio pela volúpia...
apresenta esse humor contido!

Em cada poro uma flor
em cada flor um gesto
em cada gesto o óbvio
Ver; crer; ser
aLém...!



À primeira...

Vá... vamos...agora. não dá!
não precisas morrer pelo meu deleite
só cumpra seu dever enquanto é cedo!

Mas se eu ao menos
gostasse
do fervor e das tuas cidades
eu juraria amor eterno
e como, como sua impaciência
se assemelha à minha
calma derradeira...!

à conclusão...

O conhaque realiza...
transcende
e rouba...
dá a chave da cela
do trancafiado sentimento
perpetuado em sua efemeridade

tardia pela descrença ... e inculta nobreza...
onde você aporta? seu barco da tristeza
impureza da castidade
tangente. a porta não abre.
coração deveras amargurado!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

CArta ao desespero e agonia II

Acho normal...
À loucura... À ganância; Devaneios.

Eu devaneio

E não passa
Transcedência
Simpósio morto;

Voltemos À você que não me quis
Tá grave; o etéreo

Machuco qualquer humano
Desumano
Inanimal;

Eu instinto-me
essa dor sentimental doente
por ti...
pequena
fiz; cometi
o desespero.
Vi alguém chorar
por ti.

Morri todos por ti
Mate-me agora
pois sou
só pra você!

As coisas são e serão reveladas
A areia e o mar
a gemer por você.
Tenho medo da verdade
E o mundo a gritar
torcendo o nariz.

Eu escarro em mim
VocÊ !
Ingratidão severa.
COmo o mar e a areia
Solidão.
Você não vem !
Não é ? né ?
Solidão !

CRAck

já escuto !
tu não ?

O CRASH

O som estridente
da navalha especulativa...

compre compre compre

as novissimas compras se remoendo
e no palco está o imperador
brincando de atirar em alces...

e nas periferias
vão se encontrar a fome
junto com a vontade de comer
e os fuzis
e os ideais
e a revolução...

sábado, 1 de novembro de 2008

XXI

È, esse século...

chiclete à la tabaco

e mortes a distância
hoje, nem vemos mais o sangue escorrer
ou jorrar

aquilo de medicina
avança
em largos passos e...
chiclete à la tabaco

a nova juventude velha, conserva
as rebeldias passadas

depois xarope mas...
o pulmão sofre
a cura avança
ou seja
mais chiclete à la tabaco
mais
pílula à la qualquer química

inútil

a política tá na rua
sei
não há como ver
ou
sentir
e mais outra
guerra à la qualquer jogo
vida à la qualquer coisa

não sou pacifista
nem beligerante
só quero que aconteça

o que está pra acontecer!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O que é ?

Nem conclusão!

Não é nada! Eu juro?
Discrepância do destino...

Eu nego, me sufoco, enforco.

TE
é forte demais, oblíquo...
Brigo.

Discordo em aceitar;
Rezo o morto;
Choro clamando
de novo; novo
Louco Louco

Nem um pouco!
é oco ? oco ?
Osso, carne e chão.

O que é real ?
Essa dúvida a palpitar
nos nossos ignóbeis corações.
Solidão...

O que fazer ?

O estudo ficará pra trás !
Vestibular
é como a corrida armamentista de alguma guerra fria.

A vida
, às vezes, me parece algum teorema escroto de algum grego babaca.

E o ensino, ahh o ensino...
algo distante, bem distante, que se dividirmos pelo tempo acharemos a lenta velocidade média.

Além de todas essas substâncias que se misturam, onde não vemos, nem sentimos... apenas ardemosss....

O sexo selvagem animal
para a procriação de toda a casta papal.
TÔ cansado de tanta biologia, 1 ou 2, de tantas regras básicas ou eclesiásticas.

Não, não vai chover!
pode olhar o céu , brigar com as nuvens (nimbos), mas esse ardor, essa quentura...
ainda sobreviverá.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Princípios do neo-burguesismo contemporâneo da sociedade capitalista pós-industrial atualmente pós-financeira da cidade maravilhosa de leblon à ipanem

E todos esses prédios, ruas e carros...
ahhh essse materialismo todo.

E esse asfalto, e esse asfalto para onde nos leva?

Claro , eu que nunca passei fome.

E lá de cima como farol oblíquo... reinam os fuzis foscos. fos cos cos fos

"E quando o baile funk começa, há um ritmo, uma energia pornô
.
além da sinestesia pelo balançar demente de todos os bicos ranzinzos dos fuzis metralhadoras ao ar.
É lá que reina a verdade encantada camuflada, principalmente pelos prícipes da barra. a auto-segregação hostil é a palavra de ordem dos residentes dos bairros nobres.(CLaro, rico não mora, mas sim reside.)
OS playboys (não usarei aspas,caralho, existe, uso essa palavra todo dia em territória nacional. como pode ser estrangeirismo? se era, já foi um dia.. aí é outro dilema) chegam ostentando seus ouros e cartões que agora vão tudo ínfimamente apaziguar os céus... inalado ou fumado, vão ostentar agora o jantar e refeição dos desamparados do asfalto, aqui como no sertão..."

o baile tá bombamdo é so descontração. Quando deixei minha carteira cair, olha só, foi apanhada por um ladrão. E lá no colégio só podemos deixar cair a vergonha, verdade, e sentimento mas a ostentação, ahhh, essa não podemos não...

"e quando morrer vai querer uma batucada de samba... que hoje é coisa fina...
mas antes ahaha antes a coisa era feia..."

peço obrigado aos imbecis que me proporcionaram essa experiência real desde os princípios aplicados pela burguesia juvenil até os grande idealizadores de nomes complexos presentes no título.

domingo, 19 de outubro de 2008

xiiii.... calate

E quando essa inércia toda nos corrói você grita, pensa e chora...
O que é ?

volúpia insandecida!

o que querem querer talvez não queiramos saber!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Geração tédio e quietude.... (A peça)

Descrição da fala: Em tom elegante digno de um monarca, diz o burguês:

“Um império sustentado por todos vocês é o que sou. Um império global, sem pátria. Sou um grande patrão, com meus olhos retidos para o fim pretenso... Lucro. Mas ás vezes não durmo com medo dos meus absurdos; porém não ponha seus dedos de culpa em mim; o sistema é assim, o sustento com seu calor, lágrimas e suor.”

Descrição da ação: Entra em cena o bando com olhares misteriosos e irados, rodeiam o burguês
Descrição do diálogo: Pergunta o burguês em tom arrogante:

“Quem são vocês nobres criaturas do submundo? Quem são?”

O bando responde em altos brados, e enfurecidos:

“Nós? Somos o dilúvio ébrio mutante em nossas intrépidas ações.
Você... O muro com o sangue derramado.
Nós... Latejamos voracidade digna dos ideais e majestosa em nossos instintos.
Então, o que desejas?
Quem seja;
Que seja, pois não somos;
jamais seremos, seu ser.
A vida querido nos nasce morta;
mas a dádiva está conosco, arranquemos das entranhas, vida.
E os hinos, os gritos e desatinos transparecem; o que você não é;
não vê, mas se conforma, ri e chora. Somos sua mente insolente e soberba.
Somos a glória da tua impiedade.
O deus dos seus deuses.
Tua única e mesquinha salvação...
De si mesmo o teu desejo, de ser.”



Peça sobre a minha visão tediosa e quieta do existir social, hoje...
Leve ins
piração no filme "Edukators"




terça-feira, 26 de agosto de 2008

Uma parte de " Sobre a moral e a natureza morta." - Outro projeto meu.

O absurdo humano é de mensura ilimitada. Com seu dom magistral de alçar seu vôo ao âmbito do "progresso" , as custas de sua interferência globalizada, padronização e a criação do lugar mais sombrio do universo... A natureza morta em todos os estamentos da medíocre vida humana na Terra.

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Família, aqui parada em preces silenciosas. Rezando ao morto para que eu apenas seja um bom garoto. Enquanto digo à essas almas de volúpia padecida e olhares tão desvanecidos dóceis palavras ásperas e familiares. Poderiam condenar-me, ao dizer-te sobre o laço untado desde seu nascimento ou sobre o parricídio.

Esse laço, o nosso mais antinatural, regido por consciência e soberania enquanto tentam por meio abusivo nos impor vida. Não me torno ameno, pois assim mantenho a discrepância. Não manterias jamais minha faminta guilhotina guardada. Seus laços familiares, me intimando para mantermos tudo em ordem.

Não obedeceria cegamente sua moral jamais por sua mesquinharia de convivência. Somos submetidos a todos esses seres de modo voraz e seco em uma vida me parecendo podre de tão perpétua.

Somos mastigados por eles antes de existirmos;

E nascemos póstumos.

Laços podres de solidão


Ensaios antigos mas idéias novas

O parto na terra de tupã....

Maiêutica controversa.


Nasceu, nasceu, , , , , , não nascerá virtude nem ao menos um vício, nasceu um sedento, um viagra em pó,,, inalado deturpado. esquecido por deuses e demônios... Todos alheios. Foi ali na ingratidão seca, nos olhares amargos...
Eis que surge de lampejo............. atento. Disritmia transparente ausente inconsciente.
E ao chegar o bispo conselheiro, o monstro abençoado, pergunta aos céus obscuros de sua mente: “quantos disparates anêmicos tu falas desgraça.”
Nesse templo barganhado suas mentiras nem sinceras são, ou se tornam, ou se executam!





" Acho que sim, o início do minha narrativa: O filósofo e o poeta na terra de tupã."

ÚLtimo renascimento moderno...

eu adoro quando a janela fica aberta
aparece a noite vem o frio
foge o calor
morre os medos
nasce os desejos
tudo sem pudor
e você com esses dedos agéis
e pulsos estreitos sem nem conseguir falar direito
escreve assim com tanto furor
e agora no fim
você se despede de mim
com um caloroso adeus =)
e o beijo que você me prometeu ! ?!?!?!?
viu grava isso aí
muito bonito
sou um poeteiro mesmo!



"Com a participação de minha namorada na construção e digitação." "Quem disse que carinha não é uma linguagem poética ? Quem disse o que é poesia ?" Vivamos a desconstrução, ahhh destruição é feio....

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

os significados já foram esquecidos
em detrimento da nossa memória
espero mais um beijo
um grito
suspiro

com medo dos meus princípios
adormeço
mas
seu medo nao me amedronta mais

diante das enfermidades,
espero um dia
ver uma lágrima cair do seu rosto
e assim,
ver sua alma verdadeira e itinerante
que
vaga, pulsa e dança.








os sentimentos que nos eram proprios, arrancado nos foram.
e os amargores extraídos. e meu podre nascimento esquecido.
os gregos cantam em meus ouvidos...


Futuramente...

Em breve estará aqui: " A importância do sentimento na construção da não-alienação." e mais poesias.

Importante citar: " Estou trabalhando em uma narrativa, caso nasça como quero, nascerá belíssima(não no sentido literal de belo). O filósofo e o poeta na terra de tupã, título provisório."

é

esse gesto tão precisamente articulado

nesse seu lábio sedento e seu corpo

clamante em sedução.


nunca minha alma esvaída soube

os pesadelos que eu talvez vivesse

nunca minhas vozes foram tão mortais

ensanguentadas em ácido e álcool

com o torpor e a melancolia

que me são próprios


i l u s õ e s


e seus princípios

ainda permanecem resguardados

no pós-vida de todo esse calor


venha

A vinda da corte e a independência real.

Ouvem-se os fados portugueses, ganindo de longe ao mar, como um berro de fuga escapando por entre os serenos exércitos napoleônicos. Estes, clamando e sedentos por uma incessante invasão e tomada de um pacato reino. E cá, na terra desdenhada e selvagem, ocorrem rumores atípicos: “Chegam hoje bárbaros europeus. Com suas vestes extravagantes e seus ares soberbos. Tão logo adentrarão as matas e destruirão a vida, pois são carrascos da morte. Precisando eles, assim, apenas de vida morta para sobreviverem. Esse é o crepúsculo de um reino, não o brasileiro, mas sim o português.”- Deveria esse ser o prenúncio, do povo recém brasileiro (dois séculos), devidamente bramido por entre os soterrados viventes desta terra amargurada e colonizada até as entranhas mais malditas e profundas (exploração e escravismo)?

Brasil? Já não mais existe. Portugal, com sua tenacidade real, trocou de endereço. A identidade e significação do Brasil acabaram ali: naquela ancorada de nobres portugueses flagelados. A destituição do que poderia vir a tornar-se o Brasil, inexistente para os parâmetros internacionais da época, gerou o país contemporâneo conhecido e deturpado. Devido a sua origem, a nação verdadeiramente brasileira nunca existiu. Ela é apenas uma supressão dos reais brasileiros, os que aqui trabalharam e sustentaram sua noção de lar desde momentos longínquos. A realeza aqui instaurada nunca pertenceu a este lugar, tendo desde então dificuldade de adaptação e vivência, configurando, a partir daí, a colônia a seu bel-prazer.

A percepção lusitana das lutas, aqui travadas e erguidas como verdadeiros cerimoniais de guerra e revolta em busca da sossegada e pertinente independência, nos trouxeram o nome do nosso príncipe e posteriormente imperador Dom Pedro I à tona como o insurgente de vossa aristocracia brasileira ou lembrete da chaga portuguesa. Fulgurando, então, pelos passos de Pedro a independência da visada América portuguesa. Figurada sem méritos ou honrarias do verdadeiro povo recém brasileiro.

O lamento diz respeito à falta de legitimidade da independência brasileira, que aqui poderia tomar o nome de independência brasileira para ingleses ou portugueses devido à tamanha associação deste processo com os finais interesses de tais nações. Onde está o Brasil? Nos braços e leitos europeus desde seu nascimento.

Texto participante do concurso organizado pela folha dirigida e sinepe esse ano.

Des encanto...

encantado pelo desencanto
abstrato
em estado de sonolência perpétua
e sã
fomos traídos pela lucidez
meagarremmeseguremmemordam
d eixem sua real interpretaçao
condenem a realeza
deixem viver o surrealismo
e chorem
eu não pertencia a esse lugar
mas agora está tudo tão triste laços embaraçados
como antes
transpirando como caos
tão caótico
e isso
eu sinto
é tão lindo
proferindo
sobre as vozes da minha cabeça
um pouco desnorteados
abandonado
em sonhos

os sonhadores
morre ram novamente
e não foram
perante suas cabeças baixas