quarta-feira, 11 de agosto de 2010
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
se, antes e depois, for tempestade.
Nunca poderemos ser apenas crianças!
Malditos homens, com os olhos atados e as mãos cegas, acham que no dicionário está o significado
para as palavras.
Ah... quanta representação
Encene; Encene;
Ah... Esses que amam julgar e esquecem de todo o resto.
À toda aberração....
por mais que tentemos,
jamais conseguiremos disto fugir.
Sua vida não mais te pertence
e é assim que se vive,
pleno,
latente,
a ponto de explodir.
e não catando mesquinharias, colhendo o mero existir!
eu não existo!
É, talvez seja essa
a maior afirmação de vida...
ahh... quanta baboseira.
É bem mais do que um dia pude alcançar.
É bem menos o que não te angustia e te conforta.
precisamos saber o quão perdidos estamos
e disso faço meu sopro!
Mesmo com suas vaidades, ainda reluto por um vislumbrar de liberdade.
Profundamente é isso!
E
Meus prantos de solidão...
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Mas que toda multidão, com o peito vazio de saudade, um dia hão de escutar e perceber a si próprias:
cada rompimento e cada guilhotinar banhado em audácia.
Perceberemos que enfim domamos nosso próprio caminhar!
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Conluio
Todo dia eram repetidas, ao vento retorcido e doloroso, as injúrias desta relação. Na busca quase eterna de novos lençóis se aguçou o enredo desta dança. De nós quase nada. Deste lugar em prol da liberdade mais um pouco de alteridade e empatia.
Não, não me queixo em ver pra além das sombras, tocando o desespero! Tocamos nossa própria canção, que em dias de chuva nos aparece sem refrão. Confiamos em nossa própria sorte.. confinada em nossa liberdade. ahh.. aí nos vem toda a desgraça beijando nossa ingratidão. Entre lamúrias entrega-se todo o porvir... sem titubear vemos a negação da vida! e esse alvoroço, pena da liberdade... cólica demente que nos mantém vivos! inquietude permanente que nos mantém vivos! angústia latente que nos mantém vivos!
Como se o quarto nos fosse o mundo. Nos trancaríamos ali. Ficariámos inertes no ar, como polvóra recém incendiada.
Não mintamos para nós mesmos.. tomemos em nossas mãos, nossa própria liberdade e toda a doença conjunta! Mas em coro saibamos que a partir de então conviverá conosco toda essa inquietude e angústia.
As razões são e serão, simplesmente, enterradas em algum jazido em distâncias não conhecidas. Não se espera complacência desse mundinho. Tudo isso é nosso! Estamos já nesse jazido... e sentimos o peso do cadáver em nossas costas!
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não nos contetemos com uma plateia muda e quieta...
não nos contetemos nem mesmo com uma plateia...
que se eliminem as plateias!
e os artistas!
as plateias estão cheias de mentirosos
e nos palcos estão os jocosos!
Amantes... eternos e infantis.
Assim como aí ou aqui
nos torneamos para algo mais
além de somente existir!
mas temos limites que ainda sequer existem!
ilimitado será quando se despedaçar essa plateia!
É um fardo esse coluio palco e plateia!
Tornemo-nos por fim artistas!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
inoportuno.
Sem medo de escuro por entre as janelas tingidas de livre poesia. É possível o vento falar por si ? O crepúsculo na noite frígida e manhã gelada de sol. Não, não... impossível ser mais um temor, um lapso do acaso lancinante. Que se entregue agora verdades nunca ditas. Pedantismo demente. Asneiras provocantes, enfim em paz. vidas não enxutas de tanta liberdade. Rebarba do in-destino! Lanço a consagração ao vento por mais um mísero clamor. Ranger os dentes em pleno complexo e desenvolvimento de tudo que um dia foi vida. mais ou menos isso é tudo que nunca compreenderemos!
domingo, 16 de agosto de 2009
Quando se alcança a supremacia celeste o que acontece com a vida cá ? nunca se queixou de tantas revelações tão rápidas e ingratas?
ahhh quanta blasfêmia genérica.
Ninguém irá dormir com a nossa gentil sutileza, longínqua e aquosa. Nenhum princípio senil se guarda, mesmo que sendo o resto do que de nós alguma coisa foi. Acontecimentos que não acontecem são como fogo que congela; A espinha cervical das nuances retorcidas, encolhidas foram pouco a pouco perdidas.. simplesmente isso, esquecida por tudo que as ingratidões nos impuseram. Tanto para os dois lados... semi-convergidos ao lastimével destino da multidão intransitável e impiedosa. Temos que suprir necessidades involúveis e incansáveis de paixões infindáveis intra-receptiva, só pelo porvir. Como um manual transparente sem palavras ou dizeres está nosso simples, indócil, e selvagem coração! Os sonhos se não sonhados serão meras imagens abandonadas; os sonhos são fatos superficiais, pequenas miragens, obscuras e vivas... se nos aprofundarmos nos remeteremos ao seu famoso tudo.
O que a não-natureza nos diz disso tudo? incondicional veneno, deletérios do destino ! hehehe... astúcia vã, estórias de pescador!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
As palavras são minhas?
beba
insônia perigosa!
o que é esse quadro vazio a não ser destempero, paixão e clamor.
Essas letrinhas, palavras jocosas e retorcidas...
tristeza irmã da beleza prima da vaidade!
Quando repousa em vão
não contido é o apego
não tire conclusões precipitadas...
demência enclausurada, verdadeiro nunca irreal!
tudo que é nosso tomaremos pra nós agora em sempre,
sem dissidências ao tempo...
terça-feira, 4 de agosto de 2009
O que quer hoje o amanhã?
Ver o horror, nos parecendo um defunto enjaulado, diante de cada pláteia muda quieta
... a vida é uma platéia muda e quieta
É, hoje, eu vi o sol nascer e a manhã murchar
com o brilho se desfazer...
hoje eu vi a natureza se debater
contorcendo energia.
Vi o canto dos passáros espremerem no peito as dores da noite vivida.
Tudo se inspira
vida e reflexão
para além disso
há
a saudade que se esconde em cada trago.
O que essa manhã quer? O que essa noite almeja?
"e deitada naquela sala oblonga e vazia jaz a desgraça em tempero com toda a fumaça circundante... transitando, por entre, todas as vias"
sábado, 1 de agosto de 2009
os mesmo velhos trapos sujos...
a idade não chega pelos ossos.
algumas pessoas são prisões
estrangulam se
pelos tormentos e ilusões.
Mas, saberei, que com seu encanto
,roda mágica,
de alegria mistério e sedução
não conteremos os risos
as lágrimas
e a coragem...
sim, antes de sair, ela percebe
essa necessidade
de engolir cada vestígio de vida
ultrapassando a distância
destituindo o tempo
não queremos nenhum reino
ou templo.
É a simplicidade não ferida...
desses corpos que clamam vida
que sintonia que sintonia!
"ai que notícia tosca.
dobre as pernas se ajeite menina
parece louca!" - Não sabem onde está guardado o que realmente é, e vale... ao dizer, esquecem! lembram do veneno, doce imaginação!
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Estamos cá nós. É, esperando uma brecha do tempo, e da distância Negando os princípios escuros, dos lampejos e ruídos! A saudade agora se faz princípio. Mesmo buscando te conhecer, ou não, os segredos completos jamais se revelarão, ao todo e tudo... esse é o segredo do seu ser.. assim tão bom!
Te guardo além da lembrança... Admitindo que nós somos quem nos torna tudo que somos, enfim. Não aguardo sua calmaria... mas a sua tempestade íntima pra mim.
O que quero dizer, por vezes já disse naquele carinho-afago dificil de não te fazer !
(INCOMPLETO)
desse cansaço admito o sopro
rompo o orgulho
lhe dou meu corpo...
e
se consagra
o astuto conforto
.
em batalhas dando o gérmen-grão
da natureza que nunca fora
outra coisa
que não fé...
grávidas não amamentam derrotas!
quando dermos
nossas glórias não alcançadas!
essa natureza se rasga!! ahhh se se rasga!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Queremos ouvir o último estopim
nossos canhões e tamborins
e ver a última lagrima casta
ser erguida
eriçada
dentre os palácios gélidos
que em real são nossos
são nossos
e na transfiguração sagrada
humana
ver as nuvens
sóis e luas
em conluio
para o sopro
nosso
na comuna dos nós mesmos
há vida ; há vida
domingo, 5 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
o julgamento sempre se precipitou. Em chuva ou alegrias, dos eflúvios perdidos...
o tempo, tormento maior, assenta-se em nossos ombros já retorcidos
o que tento pronunciar, as vezes sempre, precipitado!
errôneo. Ao passo
de cada passo.
E o desespero,
causador do passado. resplandece agora
com as culpas e as dores
eternizadas.
admito seu tom tristonho
admito seu fim do riso
alcançar a graça íntima
sábado, 27 de junho de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Monólogo dos pensamentos tristes...
aterrados,,, atterrorizzaddos!
fixação demente suja e vadia!
complacência do destino ! hahaha
do destino! guardo a saudade.
como se a doçura falasse por si... enfim...
atônito...
achei que mais demoraria, findar!
mostrou-se a irrealidade sã! das suas mentiras intelectualizadas!
ahhhh quanta bobagem...
o meu cantinho, mofo esverdeado, coração amarelo de tão desgastado !
ahhhh
volta-se à vida
volta-se à vida
por fim ?
Está sendo contruído agora
,diante dos olhos enfermos,
,com suor alheio,
nosso império de mentiras e sujeira
o poder do mistério vagabundo.
Como podemos aceitar o céu ? tão cruel!
Gostamos mais da suave ideia do chão...
mesmo se eu for embora agora, não encontrarei ninguem além dessas paredes úmidas de chuva.
PARE - I !
o que^ ? sem coragem
vergonha embebida em alcool. a garganta rasga todos os dilemas! engolem-se, tabus !
ritos manifestos em ínfimas passagens sem brechas !
vocÊ não consegue a realidade ?
vocÊ quer
seu mundo
por uma gota de covardia ?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Geração 00 (II)
Emil Nolde - Makenstilleben 1911De um erro só, algum tarado-louco-são, talvez faça a mais sublime poesia
ou a mais mundana das vidas
o que temos para a vida poética?
nem os papeis e canetas..
Pras canções, nem mesmo os refrões!
Intrépido e colossal tapume!
O éden
, que não é jardim, fica bem longe daqui...
a uns quatro quilômetros se formos de metrô e
uns doze se formos abrindo cicatrizes já mortas nos pés.
Flores significam jardins? Corpos significam que maldade?
Significar! essa aventura de subverter.
Quando fossemos crianças-adultas
jurei aos nossos filhos que brigariamos com nossos pais.
Agora é o dente quem não fica no lugar acarretado, acorrentado.
Tão rebelde, talvez seja o tamanho da clausura, talvez o medo de escuro, talvez a vontade do obscuro, o mundo perdido por vocês... quando não for você, sou eu!
Como o assassinato na nova rua não te lembra todas as suas inquietudes ? jesus aqui não é cristo e nem um super star, é um transeunte apenas tentando atravessar a avenida...
Inseguro, ele geme... talvez por não conseguir nem viver nem morrer !
A seguradora de erros anônimos
ligou...
A cobrança sempre chega tarde em hoteis castigados na beira de estrada...
Nosso carro não tem freio nem volante...
O hotel é de madeira nobre, como um castelo sem torre.
A madereira faliu...
Os castelos estão no ar... sobre nossas cabeças
incessantes.
não quero sentir isso novamente...
onde estão os românticos agora ?
Somos todos pequenas criança mortas e esquecidas...
e mesmo quando desvendamos nossos mais íntimos segredos perdidos
Ninguém percebe...nos.
onde estão minhas habilidades infantis?
Absurdos itinerantes rompem o porvir...
quando em algum momento
beijando o passado:
Não quero ser lembrado nem pelo que sou, nem pelo que fiz!
Assim tateando essa claridade cega, papeando com as sombras de sua cabeça, brindando sozinhos... Encontramos-nos com o passado presente em nosso futuro.
Não sei como almejar mais nada... os percalços estão salvos!
O ódio e a inveja,
essas torrentes entrelaçadas, suadas... de tanta piedade.
Ao apressarmos as confissões
as perguntas se lançam
e aprendemos as não repostas...
jamais contaremos como as balas domam o céu !
Os picos e cumes, to cansado de apogeus, não nivelam ninguém por cima !
sábado, 24 de janeiro de 2009
Geração 00 (I)

Nós vivemos a década de 70 há 5 anos atrás, na nossa real juventude...
onde todos os nossos nobilíssimos instintos, recíprocos ou não, se encontravam aqui
em meu peito
ou ali em tua mão
mas nunca
, nunca como um beijo seco,
trancados.
Garrafadas gritam em nossa cabeça
alegre de todas as nossas não-breves desventuras...
ou das nossas loucuras, montanhescas, apenas, vividas.
Do penhasco havemos de nos consagrar
mais uma família grotesca ou outros rock stars.
havemos de fazer nossa vida decolar
ao fundo
ou ao abismo. Degolar...
Um Ideal... sem a mínima ideia, noção.
respeito ficou preso ao se dobrar a esquina, pura especulação.
.Seu joguinho santo.
Atitude monetária reversa
perante todo princípio caótico reinante!
Reinos, onde só existem príncipes e lordes,
e os cavalos, burros de cargas, despachando o trabalho para as suas próprias costas.
Com nossas almas ou sem
mesmo com nossos falecidos ossos
ou somente com nossa podre carne
havemos de tocar na última corda celestial
o acorde final
que nos tornará imortal.
Embora durmissemos no chão,
A falsidade alheia ainda se perpetuava no dia e na rua dos sonhos perdidos e achados...
,mas nunca nos importamos
com tamanha ingratidão! (rs)
O chão é perto de tudo que nós meros humanos-deuses somos.
Além de não achar, onde quer que você procure, a amizade em vão
mesmo que seja num esgoto ou no inferno mais próximo.
A vida, quando vivida, é verdadeira e nos torna tudo que não queremos ser ao tentarmos ser algo.
Mas... diante dessa amargura
diante dessa inverdade..
nossas solidões voltam
e nos encontramos perdidos em cada abismo
que nos cabe.
e finalmente, somos o que queremos, apenas, ser.
Geração 00 (Introdução)
Tosse maldita dos catarros dessa alma frígida...tísico.
As nanos formigas tomam todos os minúsculos buracos da parede... és uma parede viva agora.
matei-a antes de acordar.. com as incertezas escuras de tanta raiva.
Amor é o princípio do infortúnio, CLICHÊ, deveras necessário... se eu controlasse o tempo, se eu manipulasse seus perfumes.
Se for como sempre fora,
daqui a instantes a alegria irá chorar...
Sabes ?
Criei uma certa resistência à diversão
devido aos anticorpos esquecidos.
Sua mão também não nos salvaria dessa atitude pensada? Não podemos estar roucos apenas por gritar?
Mentira é uma verdade que dói. A veracidade não é tão amiga, assim, da solidão... nem os cantos, entre ouvidos, que você não fez...
e todos os outros ritmos se tornam amenos, depressão do nunca nem vimos.
Nunca olhe diretamente pro sol, ou seus olhos irão derreter... e seu cérebro ficará como um urso numa calota polar.
O que estamos tentando todos ser? eles esperam a morte como uma surpresa não agradável.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Desculpas, obrigados e fim.
Woman and Dead Child, Käthe KollwitzLeia escutando: Fuck Forever - Babyshambles
Hecatombe real
lateja entre todos os corpos invisíveis.
todo corpo é descartável, não ?
quem já te viu tudo
pode se dar pra trás
ou fugir
com Baudelaire
manchar a pintura de modigliani.
ou quebrar a fonte de duchamp.
é um lugar, Dali onde o tempo se derrete.
e finda enfim...
Desculpas e obrigados III
Käthe KollwitzLeia escutando: Death on the stairs - The libertines
Você não precisa me dizer o que quero ouvir!
nem mesmo ingerir o que não quero.
cada letra dói demais
para não ser expurgada
à toda cólera.. ! à tpdps os embalos?
Gérmen,
colorido
requentado naquele colo seco
de alguma triste flor, caso ainda exista.
Ressecado pelo verão úmido
como o mar salgado.
É assim que se ganha algo ?
Perdendo um bocado do calor.. né ? entregue agora o último resquício de vitória morta... o que usar ou fazer entre a vida e a derrota ?
Pular do precipício?, ele não liga pra você... e nem vai saber.
Nem vai se importar com suas costelas quebradas e espinhas expostas...
Só quererá, vasculhará assim, sua culpas e desculpas ,
relíquias quebradas,
falsas ou não... quem sabe o que posso dizer ou achar ? do morto, da morte
O tempo que foi não vai... e tu continuará aí... dançando com os mortos.
O garoto ainda olha espantado as vitaminas que tem que tomar... ainda encara esses pequenos comprimidos como veneno e nem precisa de ajuda d'água
A secura o mantém mais uns segundos vivo.
Ninguém jamais saberá, quem ?
Leia um livro se quiseres a não resposta pra algumas não dúvidas!
GRITE bem alto até suas pregas vocais se retorcerem todas, uma a uma, e você intimar seu corpo a participar:
da dança
da festa
do Êxtase...
frenesi demente!
Inquieto era como todos em mim se encontravam antes da desgraça com pernas aparecer e me tomar todos os meus cadeados... tão robustos, até que eu me sentia, seguro!
É divertido, congelar cada átomo, resfriar cada pensamento até que teus lábios fiquem duros para não falar! ou os dedos contrariados, amarrados sem confissões.
Pareceremos famintos aos primeiros olhares, sem a primazia da imperfeição os senhores e senhoras, por assim dizer, nunca entenderão alguma coisa sobre nossas mentiras.
Finalmente, a sobre-vida "beatnik" ...
A áurea está tomada de mistério
, talvez seja a água (transparente?), guardado pra nos fazermos felizes
aos poucos
libertar; libertinar
por aí,
e ao pegarmos a estrada a dádiva virá, não virá ?
Estamos todos tomados, domados não,
vamos cair pra cima bem devagar e quando verem já teremos asas ao contrário...
não é bonito, é ?
Uma coragem para cada dia da semana!
Desculpas e obrigados II
Death and Woman, Käthe Kollwitz -1910Leia escutando: Hurt - Johnny Cash
Não quero ir à faculdade,
quero ir ver o sol!
desbravar a lua!
quero o segredo de todas as não coisas
à alucinação póstuma, vida !
Não tenho tido muito orgulho de mim, nem serão mais uns bocados de pessimistas dizeres que ressuscitarão esta indolência, sacrilégio guardado. Não será nem serão nada, agora, juro.
As palavras, letras retorcidas, me odeiam.
E como me torno isso?
Essa amenidade depressora e entediante... Com essas colunas de histórias passadas.
Nostalgia é uma vergonha que sinto de mim mesmo agora, e do que não sabia antigamente. Esse descompasso agonizante, fruto dessa estranheza medíocre e desse ciúme comedido aparentando
bonito,
só de destemperanças vive o homem?
Mesmo que sem a sua inútil permissão...
Com a omissão o real talvez torne-se verdadeiro.
E todos esses nossos sentimentos, de poetas ou não, sofrem essas retaliações do tempo ou da natureza do espírito.
Os pedaços podres e sedentos caem todos com essa falta de “infinitude”. A supressão do tempo e dessas horas absurdas se faz, aqui, legitimamente necessárias e fecundas.
Não sei que cabeça guilhotinar, nem sei mais o que sorver.
As almas brandas se perdem dentre tantas tentativas de religião mas a única desgraça que existe, o único deus que te abençoa é essa amargura ensanguentada que carregas no peito, carneficina presente para todos os ausentes.
Mesmo bordado, ninguém olha nessa direção... nem borrado chama-lhe: Atenção...
Talvez se nos dependurássemos
no seio de ave maria
e lhe chupassemos a ultima gota de leite
jáqueijo
o capeta nos abençoaria
e em vão, acordemos... para a coroação da não nobre morte ou ressureição, só queria mais alguns instantes entre
nossas verdades e nossas mentiras.
minha verdade e nossa mentira
sua verdade e minha mentira
minha verdade e sua mentira
sua verdade e nossa mentira
só nossas verdades são nossas mentiras.
o parto também é um meio de suicídio, não ?
com quantas células se faz um coração ?
a reflexão é inimiga da razão ou não ?
e a nossa loucura, a noite existe então ?
vão em ?
cá!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Desculpas e obrigados I

Leia escutando: santa chuva - marcelo camelo
O tempo é morte, descoberto agora o pois dessa ternura senil jamais me agradar. Incompreensível porém são estes ignorantes dilemas inconfessáveis.
Enquanto estive em paris não o vi o vendaval em mim... risonho-triste-mudo, contemplando vazio esse mar de imundícies.
Beligerante e conivente com esse temporal, tempo que passa, à frente.
Quando repousa em vão, morre... Mal acostumado à solidão, sofre.
Não contido é o apego. Essa demência que me enclausura, deste ou daquele lado, pior em brasa.
As palavras nem são mais minhas... distantes. distância ? enfim...risonho-triste-mudo
Não encontro mais aquelas velhas fossas fecundas onde, em silêncio, faz brotar algo inconcreto do que colher, mesmo que impuro. Me deparo, angustiadamente, com a doença certeza renitente em me fazer o que nem sei o que sou.
Cada alma pertinente
Cada dor vertigem
Cada coração
com seus sublimes paradoxos inalienáveis... Guardo, ainda, a centelha não exposta, as palavras em eterno litígio torto contra mim.
Mar queimado, longínqua saudade do que não vivi. Esse céu estrelado de ontem, outrora rendição, nada me diz. Deixo-te, causticamente para mim, voar.
Arrancaram, um a um, os dentes do meu sorriso. Entupiram, veia por veia, meu coração. Dilaceraram, facada a facada, meu peito. Zuniram, pouco a pouco, meus sentimentos. Trancaram, cadeado por cadeado, minha vida.
E
Nem aqui me encontro mais. O socorro se atolou nas resoluções perfeccionistas da minha mente e não chegou. A ingratidão agora se faz severa, e talvez, eterna.
A coroação dos meus medos, por problemas médicos, fora adiada e minha coroa derretida. MAs nem mais o líquido me tem, nem o resto tenho, nem o cheiro do gosto posso tentar ousar em sentir.
Em vão, a voz suplicante repica em meus pulmões. Flácida é essa alma podre de sentimentos esquecidos.
Difícil é acordar de dia com um tiro no crânio farto em não ser. Ergo-te.
As pequenas indagações precisas cansadas em buscar, culpadas ou não, são todas minhas. Um dia ruim não é só um dia ruim, quiçá, uma salutar aflição. A mesma que me deixa não entender o 2+2= 4
E no frescor dos seus anos e da sua mocidade, não possuir é uma dádiva do seu simples viver.
E nos recantos guardados, e nos livros abertos, e nas feridas cicatrizadas, e nos olhos transbordantes de lágrimas, e no pulsar itinerante,
ainda gemem essa castidade.
Morro sem saber que aquelas nuvens todas cinzentas jamais cessarão.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
um nome é apenas um nome. e uma vida ?
http://www.banksy.co.ukMamãe, não quero aqui... Onde o vento quente brota do metal à queimar minha cara. Não quero comer ouro nem vida alheia. Os rios estão imundos. E as margens, as margens sucumbem, ardem doenças e os campos ainda encobertos de lama. As construções citadinas são órfãs de vida. Oriundas do nosso suor eterno, trabalho-amo. Por mesquinharia pulsante ele propaga essa energia para lá ou cá, quem mais pagar!. E onde havia gente
Pessoa; mente
Espírito
Agora há
Desgraça
Máquinas ; fuzis ; relógios bombas e ingratidão
Nem chão há
Nem um leve suspiro de vida.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
..............!!!.............
“Já falamos tanto e tanto e tu nada compreendestes, pobre pessoa, e rica conta bancária. Não se trata de um crime e sim de uma dádiva. Perante a capital suspendê-lo-emos em um alto poste. Para enfim lavarmos as mãos; Sacrificá-lo-emos no meio da praça entre os secos murmúrios da multidão... e assim alcançaremos nosso efêmero encanto, perdido em nossos vagos sonhos. Tu, pobre demente, és apenas a sombra da morte.”
À palestina...
À essas pedras devidamentes endereçadas
à essa soberania arracanda
minhas desculpas, por nao estar aí
sofrendo na pele
esse fogo
essa bala eternamente perfurante
desses canhões de suprema ignorÂncia
por não ter a coragem
de ir aí simplesmente lutar
isso me mata
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Conto Bacante II
Em tragadas cansadas e corpos quase parados. Escuto além de mim, apenas uma tempestuosa cachoeira em breves gritos. E no silêncio ardido, nossos absurdos procuram abrigo enquanto a fuga nos trás algum lugar... Perto ou longe. Tranqüilizantes escondidos fulguram em aliviados olhares. Ao entardecer trépido, nos vem ocasionais insolências. Gravetos perpetuados no chão pela pureza de vossas almas: me ouçam, silenciem infindas palavras.
Abandonado em sonhos. Vida penada. Ó vida penada, engula o breve tempo de imundas palavras.
Ao morrer nasço faminto. Por romper de breves verdades humanas perpetuadas em dor, me exalte em solidão. Necessidade humana interrompida me guie para além da sombra da paz...Borda do caos. Em êxtase nascido da primavera. Engulo o dia da morte... Minha ou de outrem.
Em alívio estamos todos mortos. Feneceremos no abismo celestial. Veja a chuva dos meus pedaços... Ao brilhar.
Libertino Deus de mim... Cala-se ao despertar da lucidez.
Sobre as flores e o desabrochar
Lírios não florescem
Ao amanhecer.
Masquemos todo o opiário.
Canto funesto...
Sedentos de
Declínio tempestuoso...
Entreguemos sangrentas
Alusões.
Por desprezo
Tomemos vida
Amarelada como mijo
Gritos selvagens
etéreos.
Não me deixam dormir.
Não quero dormir.
Ao anoitecer:
Meus olhos sangram
Minha ultima lágrima de vida
Meu choro mudo
Meu pequeno lírio
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Amigos...
não sei mais em que pensar.
soluço e choro em não sentir
nossos corpos calados
e destroçados em nossas mentes.
o espírito livre se mantém,
se existe, se lança ao infinito.
se lança ao findar..
omiti o ideal...
lembra das garotos correndo..
lembra-se das madrugadas chamando-nos de amigo.
lembra da brevidade e da nossa eterna falta de sobriedade..
lembra se...
das lágrimas sangrentas
que todo esse mundo são me fez jorrar
sobre seu lindo rosto
sobre seu lindo rosto
e nunca o limpamos
nosso pouco morreu com nossos corpos
podres de solidão
amargando vida...
nossos espíritos livres relutam ao fim
e pelo findar
e tudo acabará na fuga
como sempre fizemos
teremos as endorfinas um do outro
em sacos sujos de mesquinharias alheias.
tomaremos o controle antes de percebermos
